O Supremo Tribunal Federal (STF) votou nesta sexta-feira, 21, o pedido de suspensão das provas do concurso da Polícia Federal 2021. O julgamento terminou com seis votos a favor da manutenção e apenas um pelo adiamento.
O ministro que votou pelo adiamento, inclusive, foi o primeiro a votar. O responsável pelo voto foi Edson Fachin, relator do processo. Mas, não foi capaz de levar a decisão até o fim.
Sozinho, Fachin viu todos os companheiros irem contra o seu voto e divergirem da decisão. Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Carmem Lúcia, Marco Aurélio, Nunes Marques e Luiz Fux, presidente, foram favoravéis a manter as provas.
Com 6 votos a favor da manutenção das provas e apenas um para o adiamento, não há mais chance do STF decidir pela não realização. Ainda falta aparecer o voto de Nunes Marques no site do órgão, mas já é dado como certo. Então, os candidatos já podem se preparar para provas no domingo, 23.
Confira abaixo como se deu cada voto
Edson Fachin – o ministro e relator foi o primeiro a votar e optou pelo adiamento das provas. Ele pede a suspensão do edital de nº9, o de convocação, que confirmou as provas em 23 de maio. Com isso, os exames ficam adiados e o Cebraspe precisaria divulgar um novo edital de convocação com outra data, posteriormente.
Alexandre de Moraes – o ministro votou contra o adiamento, divergindo de Fachin. Ele alega ‘protocolos científicos de segurança’. Com isso, a votação está empatada.
Dias Toffoli – o ministro acompanhou a divergência de Alexandre de Moraes e votou pela manutenção da prova e contra o adiamento. A votação agora está 2 x 1.
Carmem Lúcia – a ministra acompanhou a divergência de Toffoli e Alexandre de Moraes, votando pela manutenção das provas. Agora, são 3 votos a 1.
Nunes Marques – a TV Justiça confirmou, ao vivo, o voto do ministro Kassio Nunes Marques. Ele também divergiu de Fachin e foi a favor a manutenção das provas e não adiamento. Agora são 4 votos a 1. Mais dois e as provas serão confirmadas.
Marco Aurélio – Acompanhando a divergência da maioria, o ministro Marco Aurélio também optou em manter as provas e não adiar. Agora falta apenas um voto para as provas do concurso da Polícia Federal serem confirmadas.
Luiz Fux – O ministro e presidente do STF, Luiz Fux, votou pela manutenção das provas. Ele acompanhou a divergência dos demais e se manteve favorável a não adias as provas da Polícia Federal.
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