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Polícia Tinha arma em casa

Bolsonaro tem 24 horas para justificar arma em casa durante prisão domiciliar, determina Moraes

Bolsonaro tem 24 horas para justificar arma em casa durante prisão domiciliar, determina Moraes

17/06/2026 01h49
Por: Gilberto Martins Fonte: tvsabugi
Bolsonaro tem 24 horas para justificar arma em casa durante prisão domiciliar, determina Moraes

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, deu 24 horas para que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro explique por que ele mantinha uma arma de fogo em casa durante a prisão domiciliar. A arma foi apreendida durante uma blitz no Distrito Federal, no fim da noite dessa segunda-feira (15).

A arma estava com um servidor identificado como Estácio Leite da Silva Filho, que faz parte da segurança do ex-presidente.

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De acordo com a ocorrência, o militar se apresentou como integrante do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República e afirmou que estaria levando a arma para reparo e que, posteriormente, iria devolver à casa do ex-presidente.

Moraes quer saber o motivo de o ex-presidente, que cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão desde março deste ano, ter uma arma de fogo durante a reclusão. Ele está sob prisão domiciliar humanitária, autorizada por Moraes por um prazo inicial de 90 dias, para que o ex-presidente se recupere de uma broncopneumonia.

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"Diante do exposto, (...) determino, no prazo de 24h (vinte e quatro horas), que: 1) A Defesa de JAIR MESSIAS BOLSONARO se manifeste sobre o referido Boletim de Ocorrência, esclarecendo, inclusive, a razão pela qual o condenado mantinha uma arma de fogo em casa, com carregador sobressalente e porque, às vésperas do encerramento do período de 90 (noventa) dias concedido à titulo de prisão domiciliar humanitária, o condenado solicitou a realização de reparo no armamento", diz o documento.

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No despacho de Moraes, não há informação sobre a proibição de manutenção do armamento em casa ou se Bolsonaro teria violado alguma medida imposta nesse âmbito.

O que diz o GSI

Em uma nota enviada ao g1, o GSI afirmou que não realiza a segurança de ex-presidentes. Além disso, o órgão informou que os servidores que compõem o quadro de seguranças são de livre indicação dos ex-mandatários e que não existe qualquer tipo de subordinação ao GSI.

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"Sobre o assunto, informamos que o GSI não realiza a segurança de ex-Presidentes, incluindo o senhor Jair Messias Bolsonaro.

Os servidores à disposição dos ex-Presidentes são de livre indicação dos mesmos e não estão subordinados nem vinculados operacionalmente ao GSI, conforme dispõem a Lei Nº 7.474, de 8 de maio de 1986, e o Decreto Nº 6.381, de 27 de fevereiro de 2008.

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Informamos ainda que, de acordo com o decreto supramencionado, o GSI oferece a capacitação e a avaliação de servidores e de condutores de veículos, que integram a segurança dos ex-Presidentes da República. (Portaria GSI/PR Nº 136, de 20 de setembro de 2024)", diz a nota do GSI.

Jornal da Paraíba - tvsabugi