O senador e pré-candidato a governador Efraim Filho (União Brasil) declarou que somente sua candidatura expressa, de forma legítima, o sentimento de mudança desejado pelo povo paraibano. A afirmação foi feita durante entrevista ao programa Frente a Frente, da TV Arapuan, em que o parlamentar apresentou um diagnóstico crítico da atual gestão estadual e defendeu que a Paraíba “não pode se acostumar ao retrocesso”.

Segundo ele, nem o vice-governador Lucas Ribeiro, tampouco o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, podem assumir o discurso de renovação. “Ter o sentimento de mudança, só quem pode falar em mudança na Paraíba sou eu. Lucas logicamente vai defender o projeto de João. Cícero já tem dito que o modelo de João é algo que ele defende. Eu quero uma Paraíba diferente.”

Efraim afirmou que o estado vive hoje um ambiente de insegurança que afeta diretamente as famílias. “A segurança pública virou um desespero. Eu, você, qualquer um de nós, se andar na rua no claro do dia e vier uma moto com dois homens, a alma sai do corpo. O coração já palpita e, quando passa, a gente respira aliviado. Esse não era um sentimento que a gente tinha da Paraíba.”

Ele também criticou o que classificou como caos na saúde pública. “O caos no trauma, no Trauminha, gente ficando cega por causa de atendimento de programas do estado em Campina Grande. Isso não dá para ser abafado, não dá para fazer parte da paisagem. Tem que cuidar das pessoas.”

O senador afirmou que o governo atual tem entregado menos do que os paraibanos merecem, especialmente no tratamento dado aos profissionais de segurança. “Nós temos o pior salário de polícia do Brasil. Quem diz isso não sou eu, são as associações de polícia civil, militar e penal. Tenham cuidado com a Paraíba que está ficando para trás.”

Efraim também responsabilizou o governador João por problemas estruturais que se arrastam há anos no estado. “João é responsável pela água da Paraíba há 16 anos, oito como secretário de Ricardo e oito como governador, e não terminou uma adutora para o Curimataú, a Transparaíba. Tem sertanejo morrendo de sede porque a água não chega.”

Ele mencionou ainda episódios recentes de falta de água e falhas da Cajepa. “Quando não é a água faltando, é desastre com fatalidade. Morreu gente em Campina Grande por falta de manutenção.”

Para Efraim, esse conjunto de problemas reforça a necessidade de um novo caminho. “Não dá para ficar satisfeito com a Paraíba que está entregando menos do que o paraibano merece. Eu represento essa vontade de mudança, de corrigir o rumo e fazer o estado voltar a cuidar das pessoas de verdade.”
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