O cenário político na Paraíba ganha novos contornos com o anúncio do prefeito de Teixeira, Wenceslau Marques (PSB), de que votará para o Senado Federal em Nabor Wanderley (Republicanos) e Veneziano Vital do Rego (MDB). A decisão, divulgada por fontes próximas ao prefeito, representa um revés para o ex-governador João Azevedo (PSB), presidente estadual do partido.

Essa movimentação se soma a outras retiradas de apoio recentes, como a do prefeito de Conceição, Samuel Lacerda (Solidariedade), que também optou por Nabor Wanderley e Veneziano Vital. A perda de aliados importantes levanta questionamentos sobre a força política de João Azevêdo.
Segundo as informações, a articulação em torno de Nabor Wanderley e seu filho, Hugo Motta, tem sido marcada pela oferta de investimentos financeiros através de recursos federais. Prefeitos que antes demonstravam compromisso com João Azevêdo estariam sendo seduzidos por essas propostas, o que explicaria a mudança de lado.

A disputa por vagas no Senado Federal na Paraíba se intensifica com a atuação de Nabor Wanderley. Diferente do que João Azevêdo poderia ter projetado, Nabor tem se mostrado um concorrente forte, com disponibilidade de caixa financeiro para angariar apoios. A estratégia envolve a cooptação de prefeitos e lideranças políticas em todo o estado.

A fonte aponta que a vulnerabilidade na base de apoio de João Azevêdo se torna evidente, especialmente pela pouca atenção direta que o governador teria dispensado a alguns prefeitos durante sua gestão. A oferta de recursos federais surge como um fator decisivo para a mudança de alianças.
A decisão do prefeito de Teixeira, Wenceslau Marques, é vista não apenas como um golpe partidário para o PSB, mas também como uma demonstração de que João Azevêdo pode não ter o controle total sobre as lideranças do partido. A busca por investimentos financeiros e recursos federais parece ser o principal motor por trás dessas adesões.

Enquanto Nabor Wanderley aposta na consolidação de seu nome através da adesão de prefeitos e lideranças, a candidatura de Veneziano Vital já contaria com votos consolidados. A estratégia de Nabor e Hugo Motta visa garantir a vitória, mesmo que isso signifique impactar alianças pré-existentes.
Diante do cenário de perda de apoios, analistas políticos paraibanos sugerem que João Azevêdo revise seu projeto político. Uma das sugestões é a de que ele abra mão da pré-candidatura ao Senado e concorra a uma vaga na Câmara Federal. A pressão e a força financeira de Nabor Wanderley são fatores determinantes.

A situação de João Azevêdo é descrita como delicada, sem margem para reclamações frente às investidas de Nabor. A influência do dinheiro na política local é apontada como o fator preponderante, deixando o governador em uma posição de fragilidade. A tendência, segundo as fontes, é de que mais prefeitos anunciem apoio a Nabor Wanderley e Veneziano Vital nos próximos dias.
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