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Morre em João Pesoa aos 98 anos a escritora Patoense Balila Palmeira

Morre em João Pesoa aos 98 anos a escritora Patoense Balila Palmeira

17/12/2024 22h10
Por: Gilberto Martins Fonte: tvsabugi
Morre em João Pesoa aos 98 anos a escritora Patoense Balila Palmeira

UM DIA MUITO TRISTE, PORQUE DE LUTO NA CULTURA PARAIBANA: QUASE CENTENÁRIA, FALECEU HOJE, EM JOÃO PESSOA, NOSSA BONÍSSIMA AMIGA, COLEGA & CONFREIRA Balila Palmeira, de 98 anos, escritora, cronista social, professora e mãe de Messina Palmeira.

O jornal A UNIÃO nos pediu para dizer umas frases sobre ela (está fazendo uma página sobre o falecimento, para a edição de amanhã). E o degas aqui, pego assim de sopetão, disse o seguinte:

DE EVANDRO DA NÓBREGA, escritor, historiador, editor, jornalista: “E lá se vai a grande amiga Maria Balila Palmeira, conterrânea das Espinharas/Seridó/Sabuji e, entre outras coisas, confreira do IHGP. Uma cronista hiperbondosa que vivia mais para os outros que para si mesma. Pêsames à colega Messina, a Ricardo Palmeira, demais familiares, amigos e admiradores.”

Mas Balila foi muito mais do que puderam dizer as breves considerações do degas aqui. Ela, por exemplo, escreveu romances. Interessou-se pela História da Paraíba, em especial pelo Barroco da Igreja de São Francisco e do Convento respectivo, anexo a este templo católico.

VELÓRIO & SEPULTAMENTO

Balila igualmente fundou a AFLAP (Academia Feminina de Letras e Artes da Paraíba).

Como informa a nota de falecimento divulgada por sua filha, a jornalista e também cronista social Messina Palmeira, o velório ocorrerá a partir das 16 de hoje, na Central de Velórios Morada da Paz, no bairro central de Jaguaribe.

NO IHGP E NA ACADEMIA

No Instituto Histórico e Geográfico Paraibano, de que era sócia efetiva, o passamento da historiadora, escritora e cronista social causou sensível impacto, com todos os associados manifestando profundo pesar por esse infausto momento.

Já o presidente da Academia Paraibana de Letras, escritor, ex-deputado estadual e acadêmico Ramalho Leite, em nome da APL, postou o seguinte sobre o falecimento de Balila:

— A Academia Paraibana de Letras transmite aos familiares de Maria Balila Palmeira os sentimentos de pesar por seu falecimento nesta data. Seu trabalho cultural ficará na memória dos que tiveram o privilégio da sua convivência.

NA FAMÍLIA PALMEIRA

Entre a família Palmeira, um clã de renome especialmente na cidade de Patos e em todo o Sertão paraibano, repercutiu dolorosamente a morte de Maria Balila Palmeira, admirada em primeiro lugar por sua vasta e dedicada parentela.

Basta dizer que seus relacionamentos (e o de sua filha Messina Palmeira) incluíam primos & parentes como:
* Ana Carolina Palmeira Coutinho Catão
* Leonardo Palmeira Sobral
* Marina Palmeira Melo
* Anna Raphaella Escarião Palmeira
* Fabiana Palmeira
* Joana d’Arc Palmeira Dantas
* Roberto Gomes Palmeira
* Céu Palmeira
* José Palmeira da Costa
* Nena Palmeira
* Anne Palmeira
* Hildete Palmeira
* Marina Palmeira Sobral de Melo
* Marinalda Palmeira
* Cely Palmeira
* Gisela Palmeira
* Priscila Palmeira
* Vera Lúcia Palmeira
* Odmar Palmeira de Araújo
* Hallyson Palmeira
* José Alberto Palmeira Ribeiro
* Jucieux Palmeira
* Rosy Palmeira
* Richard Palmeira
* Carmem Dilene Palmeira
* Mirian Palmeira
* Mabel Palmeira
* Aline Palmeira
* Gutemberg Palmeira
* Luciana Palmeira Langer
* Herberto Palmeira
* Lucimar Alves Pontes Palmeira
* Gledi Palmeira
* Melissa Marques Militão da Nóbrega Palmeira
* Eliane Palmeira Brito
* Ricardo Palmeira
* Henriqueta Camardelli Palmeira
* Socorro Palmeira
* Simone Palmeira
* Aécio Palmeira
* Adriana Palmeira
* Silvana Palmeira
* Rosimary Palmeira
* José Palmeira Primp
* Anderson Palmeira
* Kika Palmeira
* Cileda Palmeira
* Estela Palmeira
* Ana Maria Palmeira
* Rita Palmeira
* Adilson Palmeira
* Roberta Palmeira
* José Palmeira
* Edmundo Palmeira
* Renan Palmeira
* Andrea Palmeira e
* José Alberto Palmeira Ribeiro.

A maioria dessas pessoas integrantes da imensa família Palmeira, tirante os que residem em cidades distantes, fora da Paraíba, estará presente ao velório e ao sepultamento, juntamente com grande número de personalidades da vida pessoense e paraibana.

SOBRE A FILHA MESSINA

A filha de Maria Balila Palmeira, Messina é, entre outras coisas, jornalista, editora e colunista na empresa-site “Sempre aos Domingos”, fundada por ela e pela mãe. Envolvida profundamente com o Turismo, da mesma forma que a mãe, pertence à seccional paraibana da ABRAJET (Associação Brasileira de Agentes e Jornalistas de Turismo).

Messina estudou no UNIPÊ (Centro Universitário de João Pessoa), depois de frequentar o Colégio Marista Pio X. Reside em João Pessoa e, contrariamente ao que muitos imaginam, não nasceu em Patos, mas em Alagoa do Monteiro, também na Paraíba.

Conheça um pouco da vida e da obra da escritora.

Balila Palmeira

Naturalidade: Patos - PB

Nascimento: 13 de março de 1926

Atividades artístico-culturais: poetisa e escritora

Atividade exercício-profissional: pedagoga

Publicações:

Devaneios, 1982; Barão do Abiahy – Sua vida, sua obra, seus descendentes – Biografia Genealógica; Infinito e Poesia, 1987; Misticismo e Cangaço em Pedra Bonita, (Ensaio sobre José Lins do Rego), 1988; A Menina e a Boneca, 1991; Destino Cruel, 1993; Dez Contas e uma saudade, 1993; Caixa Econômica Federal - sua história na Paraíba, em parceria com Messina Palmeira Dias, 1996; Bairro do Miramar, em parceria com Messina Palmeira Dias, 1997; Maria Eudócia de Queiroz Fernandes – Uma educadora – um exemplo de vida, 1998; Os Teatros da Paraíba, 1999.

Resumo (biografia):

Maria BALILA PALMEIRA nasceu em Patos, cidade do sertão paraibano, no dia 13 de março de 1926; filha do casal José da Costa Palmeira e Leontina Xavier de Melo Palmeira. Balila é viúva.

Estudou no Colégio Cristo Rei, de sua cidade natal, desde o jardim de infância até o curso secundário. Formou-se em Pedagogia na Universidade Federal da Paraíba, tendo sido a oradora da turma.

Além do curso de Pedagogia, Balila possui vários outros: Artes Industriais (curta duração na UFPB); Especialização em Suprimento em elaboração de material institucional para Educação – Preparação do livro didático; Francês para estrangeiros, feito na Aliança Francesa, em Paris; Estudo sobre Segurança, na ADESG/1984, tendo sido coordenadora do trabalho A Mulher na Comunidade. Foi professora de Sociologia da Educação na Universidade Federal da Paraíba e professora de Língua Espanhola, no SENAC e no APEE/PB.

Balila Palmeira, mulher dinâmica, corajosa e destemida, está sempre em permanente atividade, ora participando de encontros, eventos literários, pedagógicos ou sociais.

Em 2004, Balila fundou a Academia Feminina de Letras e Artes da Paraíba, da qual é Presidente. Pertence às seguintes entidades: Academia de Letras e Artes do Nordeste Brasileiro – Núcleo da Paraíba, Academia Paraibana de Poesia, Instituto Paraibano de Genealogia e Heráldica, Associação Paraibana de Imprensa, Academia Feminina de Cultura, União Brasileira de Escritores, Associação dos Moradores do Bairro de Miramar, Santa Casa de Misericórdia, Cruz Vermelha/PB, Companheiros das Américas, Fundação Fortaleza Santa Catarina e da Associação dos Professores de Espanhol do Estado da Paraíba.

Recebeu, como honraria, o Troféu “Bivar Pinto”, o título de Cidadã Pessoense e a Comenda do Mérito Cultural “José Maria dos Santos”, conferida pelo IHGP.

Palestras, conferências e seminários realizados pela professora Balila Palmeira: Escravidão, Racismo e Abolição, UFPB, 1988; Racismo e preconceito na obra de José Lins do Rego, Fundação Espaço Cultural, 1944; Vida e obra do escritor Ernani Sátiro, Fundação Ernani Sátiro, Patos, 1993; Poesia e Literatura Brasileira, Colégio Pio X, João Pessoa, 1994.

Colaborou na edição de Capítulos da Paraíba, 1987 e na plaqueta em homenagem a Heráclito Cavalcanti Carneiro Monteiro, da Academia de Poesia, e na homenagem ao desembargador Orlando Jansen.

Balila Palmeira ingressou no Instituto Histórico e Geográfico Paraibano em 10 de abril de 1992.

Infinito e poesia 

O presente trabalho um pedaço de mar, um pouco de tarde, muito verde e sobretudo, muita gente - traz somente, a mensagem sincera e pura de quem considera a comunicação uma necessidade básica do indivíduo. Necessidade, sobretudo para a alma, o espírito e mais ainda, um meio para se chegar a alcançar a interação sadia no contexto social.

Este é um trabalho que pretende ter forma de poesia, pois lírica e fantasiosa é a alma da autora, sem contudo seguir à risca os caminhos tradicionais, preferindo fazê-lo num relato descompromissado com rimas ou métricas. Mesmo assim, por vezes acontecem. Diz no seu livro de seu grande apego com o irreal, que por vezes poderá se transformar em concreta realidade. Por isso, a leitura desse livro será por certo, agradável para aqueles que se identificam com a fantasia, com o surrealismo, com a vanguarda, enfim, com a alegria e tristeza, o imprevisto e notadamente com o ser ou não ser...

Particularmente, cada poesia, reflete uma estória acontecida ou por acontecer. Por isso mesmo, toda ela, está inserida de liberdade de pensamento, de sonho alado, aberto à reflexão abrangente e profunda do leitor. Não foi, porém, por simples diletantismo que esta mensagem brota das entranhas da autora, mas, sobretudo, por uma necessidade visceral de comunicação.

Referências:

BALILA Palmeira Atual ocupante. [s. l.s. n.]. 1 fotografia. Disponível em: http://www.ihgp.net/balila.htm. Acesso em: 30 jul. 2021.

Instituto Histórico e Geográfico Paraibano. [João Pessoa]. CADEIRA Nº 19. Disponível em: http://www.ihgp.net/balila.htm. Acesso em: 30 jul. 2021.

Texto do escritor Evandro da Nóbrega

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