O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino (Republicanos), disse não acreditar na possibilidade de redução de 36 para 30 deputados estaduais na Paraíba, por conta da divulgação dos resultados do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-IBGE, que apresentou um pequeno crescimento na população do estado.
Durante entrevista a Rádio Arapuan FM, Adriano Galdino classificou de “requentada” a informação, que já foi discutida em outras oportunidades, sempre próximo ao período eleitoral, e acredita que a redução não será confirmada.

“Esse é um tema requentado. Diversas são as vezes que esse tema vem à tona, sempre próximo às eleições. Sinceramente, não acredito que isso vá acontecer. Quando é coisa nesse país para o Sul e o Sudeste perder, não vejo disposição do país em resolver nada, só quando Sul e Sudeste tem vantagem. Não acredito que vá haver mudanças, tenho minhas dúvidas”, declarou.
Ele argumentou que muitas informações foram omitidas do Censo demográfico do IBGE, por famílias cadastradas no programa Bolsa Família, que temiam perder o benefício. “Em muitos municípios tem pessoas da mesma família recebendo Bolsa Família e eles sabem que se essa informação chegar ao governo, uma delas perde. Então, essa informação foi omitida para que, nas casas que têm duas famílias recebendo Bolsa Família, para uma não perder o Bolsa Família, a informação não foi a real e isso prejudicou o censo também por essa questão política”, acrescentou.

SOBRE A REDUÇÃO
Além das seis cadeiras na Assembleia Legislativa, a Paraíba também corre o risco de perder duas cadeiras para a câmara federal, a partir da próxima legislatura, com base nos resultados do Censo. A redução ocorrerá se a Câmara dos Deputados aprovar um projeto de lei complementar protocolado pelo deputado Rafael Pezenti (MDB), de Santa Catarina, para que a representação dos Estados e do Distrito Federal seja ajustada aos novos dados do Censo populacional brasileiro.
Perderiam cadeiras na Câmara Federal os Estados do Rio de Janeiro, cuja bancada cairia de 46 para 42 vagas; além de Bahia, Rio Grande do Sul, Piauí e Paraíba, que perderiam duas vagas cada um. Já os Estados de Pernambuco e Alagoas teriam menos 1 cadeira em Brasília.

Parlamentares dos Estado que podem ser beneficiados acreditam que a atualização da redistribuição deve ser feita para funcionar a partir da legislatura que vai se iniciar em 2027 e avaliam que a Câmara não pode deixar de cumprir um comando constitucional. Outros parlamentares acreditam que, como faz muito tempo que não há atualização na redistribuição de vagas, o presidente da Câmara, Arthur Lira, não deve pautar a proposta de lei complementar, ainda mais porque o seu Estado, Alagoas, perderia uma cadeira na representação em Brasília.
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