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Política Desoneração

Senador Efraim Filho defende projeto para desoneração da folha de pagamento para 17 setores até 2027

Senador Efraim Filho defende projeto para desoneração da folha de pagamento para 17 setores até 2027

17/03/2023 12h23
Por: Gilberto Martins Fonte: tvsabugi
Senador Efraim Filho defende projeto para desoneração da folha de pagamento para 17 setores até 2027

O senador Efraim Filho (União) apresentou projeto que pretende prorrogar, até 2027, a desoneração da folha de pagamentos para 17 setores da economia (PL 334/2023). Em pronunciamento no Senado, nesta quinta-feira (16), o paraibano explicou que as regras vigentes que garantem essa desoneração têm validade até dezembro de 2023.

Efraim defendeu que as desonerações precisam ser ampliadas para assegurar o funcionamento de empresas, preservar os empregos e gerar novas oportunidades.

É importante que a gente traga essa percepção, esse caldo cultural de que não se pode passar uma mensagem tão equivocada de que ‘quanto mais empregos eu gerar, mais impostos eu vou pagar’, porque é isso que será dito a quem é empreendedor se o projeto da lei de desoneração da folha de pagamentos não for aprovado, se o benefício for extinto. É um imposto equivocado! Ele joga contra as empresas que querem ampliar seus negócios e contratar novas pessoas”, destacou.

O senador ressaltou que se a proposta não for aprovada, de 300 mil a 600 mil empregos deixarão de existir nos setores que mais empregam, como a construção civil, transportes públicos, e setor de call center.

Desoneração na reforma tributária

Efraim observou que o governo federal considerou a possibilidade de incluir a desoneração da folha de pagamento na discussão da reforma tributária. Porém, ele lembrou que o benefício encerra em dezembro e se não for estendido pode prejudicar os empresários. “Então, já se está dizendo que não vai ter tempo de analisar a desoneração da folha de pagamento embutida na discussão da reforma tributária”, completou.

O senador também ressaltou que o governo vai arrecadar mais com o fim da desoneração, mas vai ter que desembolsar recursos para o pagamento de seguro-desemprego.

“O nosso sonho do mundo ideal seria chegar à desoneração de todos os setores. Se não podemos ainda chegar ao ideal, prorrogar para esses 17 setores é importante, até porque o governo já não dispõe dessa receita e, então, não pode dizer que haverá renúncia de receita. Ele já não conta com ela. É importante balizar esse entendimento para evitar se falar que se fere o equilíbrio fiscal do Brasil nesse sentido”, concluiu.

Agência Senado/Jornal da Paraíba