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Mãe e filho autistas: o desafio de enfrentar as festas de carnaval

Mãe e filho autistas: o desafio de enfrentar as festas de carnaval

18/02/2023 07h57 Atualizada há 3 anos
Por: Gilberto Martins Fonte: tvsabugi
Mãe e filho autistas: o desafio de enfrentar as festas de carnaval

Sol Meneghini tem Transtorno do Espectro Autista (TEA), assim como o filho, Dudu, de 8 anos. Para eles, o carnaval não é uma época para bloquinhos. Apesar do clima de festa, essa comemoração pode ser um momento de desafio para a família, por conta do excesso de estímulos sensoriais e, também, pela aglomeração intensa.

A dificuldade para lidar com as mudanças é um traço comum entre os autistas. Apesar dos desafios, Sol, que é nutricionista, tenta ver a situação da melhor maneira possível. "Pode ser uma oportunidade para estimular crianças e adultos com TEA a ter novas experiências. É só conhecer seus limites e preferências", conta. 

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A nutricionista acrescenta que nunca participou de um bloquinho de carnaval que tivesse muitas pessoas, mas, neste ano, decidiu inovar e fazer uma viagem, algo que ela também não costuma fazer durante a época de folia.

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"Mudamos esse ano. O Dudu viajou com o pai e eu viajei para Salvador, pela primeira vez iremos participar de um carnaval e a expectativa é grande”, relata. Mesmo animada, Sol permanece com um pouco de receio com a mudança de cenário em um momento de tanta agitação. 

Meneghini acredita que a doença não deve impedir as famílias de introduzir novidades na rotina, desde que os limites das pessoas sejam respeitados. "Sempre respeitando as preferências e limites da pessoa com TEA, é importante trazer novos elementos, como a nossa viagem, para tornar o contato com o novo um processo menos problemático".

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Para tornar o processo mais tranquilo, a nutricionista faz algumas sugestões: "Aos pais, levem fones abafadores de ruídos para conforto das pessoas que apresentam hipersensibilidade auditiva ou cartões explicativos para se apresentar a outras pessoas. Levar também algo que a criança goste, porque muitos autistas têm objetos que gostam bastante, daí os acalmam."

Fonte: Correio Braziliense