No meio do caminho da espaçonave BepiColombo, tinha Vênus. E já que ela estava por ali, por que não tirar uma "selfie" com o planeta? O registro, em preto e branco, foi captado esta semana pela missão que está a caminho de Mercúrio – uma parceria das agências espaciais europeia (ESA) e japonesa (Jaxa).

De acordo com a ESA, a imagem foi feita no último dia 10 pela Câmera de Monitoramento 3, quando a BepiColombo estava a cerca de 1,5 mil quilômetros de Vênus. A maior aproximação do planeta foi de 552 quilômetros de distância.
Esta missão deve fazer o primeiro sobrevoo em Mercúrio no dia 1 ou 2 de outubro, e entrar na órbita mercuriana em 2025. A intenção dos pesquisadores é saber mais sobre a atmosfera rarefeita do astro mais próximo do Sol.
Vênus também esteve na rota de outra missão esta semana. A Solar Orbiter fez um sobrevoo, no último dia 9, e chegou a 7.995 quilômetros do planeta. Esta é uma parceria da Agência Espacial Europeia e da Agência Espacial Norte-Americana (Nasa). Neste caso, o objetivo é estudar a superfície do Sol, além dos ventos solares e da influência da estrela no nosso sistema.
De acordo com a ESA, ambas as missões, que distanciaram 33 horas uma da outra, sentiram os efeitos da gravidade e de temperatura ao aproximarem-se de Vênus. Entre eles, a variação da temperatura em painéis solares, e ligeira alteração dentro das espaçonaves. Outros impactos estão sendo analisados pelas equipes responsáveis. A agência espacial ressalta também que foi possível captar informações sobre a atmosfera do planeta em interação com ventos solares.
Os dados coletados durante os sobrevoos em Vênus foram convertidos em frequência para serem perceptíveis ao ouvido humano.
A missão Solar Orbiter foi lançada em 2020 e a BebiColombo, em 2018, com planejamentos criteriosos sobre a trajetória e a quantidade de combustível para chegar aos destinos.
No roteiro das duas missões está Vênus, estrategicamente localizada no caminho até Mercúrio e o Sol. Vênus, que é o planeta mais próximo da Terra (cerca de 50 milhões de quilômetros), servirá como um "estilingue gravitacional" para que as espaçonaves alcancem as últimas paradas.
"As espaçonaves BepiColombo e Solar Orbiter dirigem-se para o interior do sistema solar, e utilizar a manobra assistida por gravidade do planeta Vênus é um excelente método de 'catapultar' as sondas, ajustando, assim, o combustível à trajetória orbital desejada", explica o professor do Instituto de Física da Universidade de Brasília (UnB), José Leonardo Ferreira.
De acordo com o especialista em ciências espaciais, a manobra orbital assistida por gravidade é uma estratégia adotada em diversas missões, como no caso das sondas Voyagers, que hoje estão se dirigindo para fora do sistema solar.
"Além de uma boa economia de combustível, a manobra permite a aproximação da nave ao planeta, possibilitando assim uma observação mais detalhada e a realização de experimentos com câmeras e sensores embarcados", diz.
O professor lembra ainda que a BebiColombo conta com um sistema avançado de propulsão elétrica, também conhecido como propulsor a plasma, para atingir o planeta Mercúrio.
OUÇA O SOM E VEJA AS IMAGENS QUE VÊM DE VÊNUS.
Edição: Nathália Mendes
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