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Pesquisadores da UFPB transformam soro de leite e caju em espumante e iniciam processo de patente: "bebida saborosa e sustentável"

Pesquisadores da UFPB transformam soro de leite e caju em espumante e iniciam processo de patente: "bebida saborosa e sustentável"

26/03/2026 22h04
Por: Gilberto Martins Fonte: tvsabugi
Pesquisadores da UFPB transformam soro de leite e caju em espumante e iniciam processo de patente: "bebida saborosa e sustentável"

Um espumante que mistura soro de leite e caju foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) ao tentarem solucionar o problema da indústria de laticínios com a fabricação de produtos como queijo e iogurte que gera como subproduto o soro do leite, e que devido à alta carga de matéria orgânica, pode causar significativo impacto ambiental quando descartado no meio ambiente sem um tratamento adequado.

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A bebida fermentada alcoólica mista tem semelhanças com um espumante, de baixo teor alcoólico, levemente ácida, e tem aroma presente de caju. Segundo Marcelo Muniz, professor do Departamento de Engenharia de Alimentos e coordenador do Laboratório de Engenharia Bioquímica (LEB), o soro do leite possui elevado valor nutricional  “sendo rico em proteínas de alto valor biológico (como os BCAA), lactose e minerais, além de possuir relevante potencial de hidratação”, comenta Muniz.

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“O suco de caju apresenta elevado valor nutricional, sendo rico em vitamina C, ferro, fósforo, fibras e compostos antioxidantes. Dessa forma, o projeto propôs a associação do soro de leite com o suco de caju, visando ao desenvolvimento de uma bebida fermentada gaseificada, com potencial valor nutricional e características sensoriais diferenciadas”, diz o coordenador do LEB.

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Muniz explicou que, por ser um produto inovador, inexistente no mercado, houve uma série de desafios na elaboração da bebida. “O principal desafio do trabalho consistiu em mascarar ou eliminar o aroma e o sabor residual de queijo provenientes do soro de leite, tornando a bebida sensorialmente agradável e similar a um frisante”, relata. “Para isso, foram realizados diversos testes experimentais, envolvendo a seleção do tipo de soro de leite, escolha de microrganismos fermentativos, metodologias de fermentação, seleção de matérias-primas para saborização, além do estudo da cinética de cocultura microbiana, visando alcançar os melhores resultados sensoriais possíveis”.

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O invento segue com pedido de patente já encaminhado para possível inserção no mercado “considerando características sensoriais e tecnológicas, o produto possui aspectos únicos que podem torná-lo uma nova alternativa de bebida alcoólica inovadora para o consumidor”, avalia Muniz.

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O invento é resultado do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do curso de Engenharia de Alimentos, da estudante Annie Raposo, orientada pelo professor Marcelo Muniz e coorientação do professor Kristerson Freire. O bacharel em biotecnologia Ícaro de Oliveira também contribuiu no processo. O trabalho rendeu um pedido de patente junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) por parte da Agência UFPB de Inovação Tecnológica.

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