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Comerciante Fecha Restaurante Social por Falta de Pagamento do Governo do Estado da Paraíba

Comerciante Fecha Restaurante Social por Falta de Pagamento do Governo do Estado da Paraíba

02/06/2026 23h13
Por: Gilberto Martins Fonte: tvsabugi
Comerciante Fecha Restaurante Social por Falta de Pagamento do Governo do Estado da Paraíba

Um pequeno comerciante, visivelmente constrangido, anunciou o fechamento de seu restaurante, que há tempos servia refeições para pessoas necessitadas. O motivo, segundo ele, é a falta de pagamento do governo estadual por mais de 90 dias. A situação expõe a fragilidade do Programa Prato Cheio, uma iniciativa social crucial para o sustento de muitos, e levanta sérias questões sobre a gestão dos recursos públicos no estado.

Analise

O caso se agrava ao considerar as recentes denúncias de corrupção na gestão do programa. A operação policial “Indignus”, conduzida pelo GAECO, apontou para um desvio milionário, impactando diretamente a capacidade do programa de honrar seus compromissos com fornecedores como o comerciante em questão. A falta de repasses compromete não apenas o funcionamento de serviços essenciais, mas também a credibilidade da administração pública.

As investigações do Ministério Público indicam um esquema que pode ter desviado cerca de R$ 10 milhões entre 2021 e 2023. Ex-secretários estaduais foram denunciados, e o caso já envolve mais de uma dezena de indiciados. Conforme informações divulgadas, a suspeita recai sobre a manipulação no número de refeições distribuídas, inflando artificialmente os atendimentos para justificar desvios financeiros. A justiça já determinou o indiciamento de vários envolvidos, incluindo ex-gestores da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Humano.

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Escândalo de Corrupção no Prato Cheio: Desvio de Milhões e Envolvimento de Ex-Secretários

O Programa Prato Cheio, que visa oferecer três refeições diárias a pessoas em situação de vulnerabilidade, tornou-se alvo de investigações por suspeita de corrupção em sua gestão. A operação “Indignus” do GAECO revelou indícios de desvios que chegam a R$ 10 milhões nos anos de 2021 a 2023. O Ministério Público Estadual denunciou os ex-secretários Tiberio Limeira e Pollyanna Werton, que estiveram à frente da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Humano durante o período investigado.

Além dos ex-secretários, outras 13 pessoas foram indiciadas, incluindo o padre Egídio, sob acusação de cumplicidade e participação nas supostas atividades criminosas. A investigação aponta que a fraude estaria relacionada ao número de beneficiários atendidos. Em João Pessoa, por exemplo, o programa registrava cerca de 4 mil pessoas atendidas, mas o número real seria significativamente menor, em torno de 1.500. Essa discrepância sugere um aumento criminoso de atendimentos falsos para justificar desvios financeiros.

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Governo Ignora Investigações e Apoia Candidaturas de Ex-Gestores Denunciados

Em um desdobramento surpreendente, os atuais governadores da Paraíba, João Azevêdo e Lucas Ribeiro, parecem ter optado por apoiar Tiberio Limeira e Pollyanna Werton em suas candidaturas a deputado estadual e federal, respectivamente. Essa decisão vem mesmo após as denúncias e indiciamentos que apontam para um desvio milionário no programa Prato Cheio. Críticos argumentam que um governante sério deveria isolar os envolvidos em escândalos de corrupção, especialmente os ex-gestores do programa.

Tanto Tiberio Limeira quanto Pollyanna Werton negam veementemente as acusações de corrupção. No entanto, a justiça estadual os indiciou, e as investigações apontam para distribuição de propina. A falta de uma postura firme por parte do governo em relação aos envolvidos levanta questionamentos sobre a prioridade dada à lisura e à responsabilidade pública. A atenção do governador Lucas Ribeiro, segundo relatos, estaria mais voltada para sua campanha de reeleição, com frequentes aparições em eventos públicos com fins de marketing eleitoral.

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Chamado à Ordem: Governo Precisa Priorizar Necessidades Sociais e Pagamentos Atrasados

Diante do fechamento do restaurante social e da paralisação de um serviço essencial para a população carente, o governador Lucas Ribeiro é instado a agir com urgência. A necessidade de regularizar os pagamentos aos comerciantes que fornecem alimentos é premente, pois estes não podem arcar com as consequências da irresponsabilidade administrativa. A situação exige decisões concretas e foco na governança, em vez de apenas uma imagem pública.

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A sociedade aguarda um posicionamento claro do governo sobre as investigações de corrupção no Programa Prato Cheio e, mais importante, a retomada do fornecimento de alimentos para as milhares de pessoas que dependem dessa assistência. Comerciantes e cidadãos vulneráveis não podem ser as vítimas de falhas na gestão ou de esquemas fraudulentos. É hora de demonstrar compromisso com o bem-estar social e a transparência.

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