A cidade de Soledade perdeu, na madrugada desta terça-feira (9), uma de suas figuras mais emblemáticas na educação e na vida pública.
Faleceu no Hospital Metropolitano, em Santa Rita, o professor de História e ex-vereador Juarez de Góis, aos 77 anos, deixando um legado que atravessa gerações.
Natural de São Bento, no Alto Sertão paraibano, Juarez chegou a Soledade na década de 1970 acompanhado do pai, que era servidor do Fisco Estadual e tinha sido transferido para o município.
Logo se integrou à comunidade local e seguiu para Campina Grande, onde se formou professor.
De volta à região, atuou no Movimento Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL) e dedicou décadas à sala de aula, ensinando História em cidades como Soledade, Juazeirinho e Cubati, contribuindo diretamente para a formação de milhares de estudantes.

Visionário e amante da memória local, Juarez de Góis foi o fundador do Museu de Soledade, espaço que preserva a identidade cultural e histórica do município e que se tornou referência para pesquisadores, professores e visitantes.
Na política, também deixou sua marca. Eleito vereador em 1992 pelo PL, com 179 votos, exerceu mandato entre 1993 e 1996, período em que buscou fortalecer ações culturais e educacionais no município.
Sua atuação sempre esteve alinhada ao compromisso com a comunidade e ao incentivo ao saber.
Juarez era pai do atual vereador Garibaldi Góis, que segue a trajetória pública da família.
A morte do professor e ex-parlamentar provoca grande comoção em Soledade e na região.
Educadores, ex-alunos, lideranças políticas e moradores lamentam a partida de um homem que dedicou a vida à defesa da história, da cultura e da educação.
O velório e sepultamento deverão ser anunciados pela família em breve.
Resumo da rica história de Juarez de Góis
Em 1986 criou a Semana da Cultura de Soledade;
Em 1999 fundou em sua casa o Museu Benedito Filgueiras de Góis;
Em 2006 foi convidado pela gestão municipal a levar o Museu para o auditório da Secretaria Municipal de Educação;
Em 2008 junto com os 28 sócios, fundou a Fundação Cultural Casarão Ibiapinópolis de Soledade;
Tinha diariamente um programa de rádio na rádio sociedade, o programa Porteira Aberta acordando a cidade;
Ainda apresentava o programa se rádio, Eu, vocês e saudades, que trazia música dos anos 50, 60, 70 e cantorias de violas;
Foi por anos o diretor do Museu que tem o nome de seu pai;
Foi professor d a escola Trajano Nóbrega e diretor da escola Prof Luiz Gonzaga Burity;
Tinha mensalmente um coluna no Jornal A União e Diário da Borborema, onde escreveu por anos;
Era sócio benemérito do Instituto Histórico e Geográfico do Cariri Paraibano.
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