A deputada estadual Francisca Motta (Republicanos) repudiou o feminicídio da policial penal Edvânia Vieira da Silva, de 44 anos, encontrada morta em Patos, no Sertão paraibano, no último sábado (8/11). A parlamentar ocupou a tribuna da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), nesta terça-feira (11/11), para denunciar e lamentar o assassinato da policial penal. A servidora pública estava desaparecida há dois dias e foi encontrada sem vida dentro da própria casa, com sinais de violência.

No discurso no plenário da Assembleia Legislativa, a parlamentar sertaneja ressaltou o impacto do crime na população de Patos e cobrando mais ações no enfrentamento à violência contra a mulher.
“Cada dia que somos obrigadas a subir a esta tribuna para trazer uma notícia como essa é uma covardia e uma humilhação para nós, mulheres, impressionante. As mulheres de Patos estão revoltadas. Uma profissional elogiada, que trabalhava pela segurança pública, ser morta de forma tão bárbara mostra o quanto ainda estamos vulneráveis”, declarou Francisca Motta.

A deputada lembrou que Edvânia era funcionária da Penitenciária Feminina de Patos, reconhecida pelo trabalho exemplar e pelo respeito que tinha entre os colegas. O corpo da servidora foi encontrado no sábado (8), no bairro Jardim Magnólia, com o muro da residência pichado com iniciais que faziam alusão a facções criminosas, como forma de desviar a atenção da polícia. O principal suspeito, segundo informações divulgadas pela imprensa, é o companheiro da vítima, encontrado e preso em Pernambuco.

Francisca Motta lamentou a brutalidade do crime e afirmou que a tragédia escancara a dimensão cultural e estrutural da violência contra as mulheres no país. “Dói saber que uma mulher que vive dentro de um ambiente policial, que conhece os trâmites de segurança, ainda assim é surpreendida e morta. Isso mostra que nenhuma de nós está protegida o suficiente”, pontuou.
A deputada disse que, embora haja avanços na proteção da vida e dos direitos das mulheres, casos como o de Edvânia demonstram que a solução ainda é complexa e exige mais compromisso do poder público e engajamento da sociedade. “Não podemos normalizar o feminicídio nem permitir que casos como o de Edvânia virem apenas estatísticas”, completou Francisca Motta.

Em nota, a Secretaria de Administração Penitenciária da Paraíba (Seap) lamentou a morte de Edvânia e se solidarizou com familiares e colegas de trabalho da policial penal.
Francisca Motta encerrou o pronunciamento com o pedido de união de forças entre o Poder Legislativo, o Governo do Estado e a sociedade civil para enfrentar a violência de gênero com ainda mais firmeza.

“Não é apenas mais um crime. É mais um grito de alerta. Que a morte de Edvânia não caia no esquecimento, mas sirva para fortalecer a luta de todas as mulheres por respeito, segurança e justiça”, concluiu a deputada.
Ascom/ALPB - tvsabugi
Intolerância Sácra Cruzeiro dedicado a São Sebastião é depredado no alto da Serra do Cajueiro, em São Mamede
Matou mais de 60 Homem é preso em Bom Sucesso, na Paraíba, por estupro de vulnerável e diz ter matado 60 pessoas
Decisão tomada Juiz reverte decisão que mandava soltar delegado e agentes da polícia presos na Paraíba
Bayeux investigada Operação do Gaeco e PC de combate a facções tem como alvo secretária de Bayeux
Maconha nos ovos Mulher é flagrada tentando entrar em presídio com ovos de maconha, em Patos
Encontrada morta Bombeiros confirmam que corpo encontrado em mata de João Pessoa é de jovem desaparecida Mín. 23° Máx. 37°
Mín. 23° Máx. 38°
Tempo limpoMín. 23° Máx. 38°
Tempo nublado