A preocupação com o abastecimento de Patos voltou ao centro do debate público, especialmente diante da crise hídrica que atinge os mananciais locais. Os açudes Jatobá, Capoeira e a barragem da Farinha operam em níveis críticos por causa da irregularidade das chuvas em nossa região das Espinharas, cenário que aumenta a pressão sobre o sistema Coremas/Sabugi, responsável por atender a cidade e outros 21 municípios da região.

Nesse contexto, o prefeito Nabor Wanderley (Republicanos) defendeu a construção de um novo ramal da adutora Coremas/Sabugi como saída estratégica para garantir segurança hídrica a Patos. Segundo ele, o açude de Coremas, que receberá as águas da transposição do Rio São Francisco, poderia sustentar a demanda da cidade com mais eficiência.

“Esse novo ramal de Coremas para Patos, com uma capacidade maior, vejo como uma saída viável para garantir o nosso abastecimento”, destacou o gestor, acrescentando que a proposta já foi apresentada ao governador João Azevêdo (PSB) e que a Cagepa sinalizou interesse em elaborar o projeto técnico.

O posicionamento do prefeito foi apresentado durante a audiência pública realizada no dia 23 de setembro, no auditório do SEBRAE, em Patos. O evento, promovido pela Assembleia Legislativa da Paraíba, tinha como pauta central a requalificação da PB-262, mas também abriu espaço para discutir alternativas de abastecimento.

A fala de Nabor ocorre em meio ao retorno das discussões sobre a construção do açude Espinho Branco, tema que ressurgiu após o vereador Rafael Policial (União) sugerir a criação de uma comissão para discutir o projeto com o deputado Hugo Motta. O parlamentar havia anunciado, em 2020, a possibilidade de recursos federais para a obra, o que reaqueceu o debate.

O prefeito, no entanto, afirmou que os estudos técnicos apontaram fragilidades que inviabilizam a barragem. Ele ressaltou que, além do custo superior a R$ 100 milhões, o reservatório teria capacidade limitada, de apenas 30 a 35 milhões de metros cúbicos, em sua maioria em áreas rasas, favorecendo a evaporação.
“Seria um custo muito alto para pouca eficiência. Além disso, inundaria a Agrovila, trazendo prejuízos para famílias da zona rural de Patos”, avaliou.

Para Nabor, insistir em projetos inviáveis pode comprometer o futuro hídrico da cidade. Ele argumenta que é necessário investir em alternativas que realmente assegurem água de forma permanente.

“Temos que pensar em alternativas concretas e sustentáveis para o futuro de Patos. Não podemos ficar reféns de soluções que não entregam resultados. O novo ramal é estratégico diante das incertezas climáticas”, concluiu o prefeito.

Fonte: Blog do Jordan Bezerra - tvsabugi
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