O ex-juiz Sérgio Moro (UB-PR), e atual senador, recebeu neste sábado a intimação do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) para que compareça ao julgamento que poderá resultar na cassação de seu mandato. A decisão será tomada no início de abril, quando a Corte irá deliberar sobre duas ações de investigação judicial eleitoral que o acusam por abuso de poder econômico na eleição de 2022.

Se a Corte seguir a recomendação do Ministério Público Eleitoral (MPE), Moro poderá perder o mandato de senador. As ações foram movidas pelo PT e o PL e ambas afirmam que o parlamentar utilizou recursos públicos na pré-campanha em 2021, quando ainda era filiado ao Podemos e cogitava concorrer à Presidência da República.

Inicialmente agendado para o mês anterior, o julgamento foi adiado devido ao regimento interno do TRE-PR, que exige a presença de todos os magistrados titulares da Corte em casos que possam resultar na perda do mandato. A última vaga foi preenchida no dia 7 de fevereiro, após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicar o advogado José Rodrigo Sade.

A condenação pelo TRE-PR, no entanto, ainda não será a última instância à qual o ex-juiz poderá recorrer. Há, ainda, uma possibilidade de recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, e até lá Moro poderá manter o gabinete, ainda que por pouco tempo, uma vez que a decisão superior tende a ocorrer de forma rápida.


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