Além do acervo da Rádio Tabajara, o projeto tem o objetivo a longo prazo de buscar parcerias para ampliar e narrar a memória de todas as rádios paraibanas.
O governador João Azevêdo inaugurou, nesta segunda-feira (17), em João Pessoa, o Museu do Rádio Paraibano. Localizado na sede da Rádio Tabajara, o equipamento vem fortalecer a política de criação e preservação de museus, beneficiando setores como educação, cultura e turismo. Recentemente, foram entregues os Museus da Polícia Militar da Paraíba e da Cidade de João Pessoa. Em breve, será a vez do Museu do Palácio da Redenção.

Na solenidade, prestigiada por empresários, profissionais e acadêmicos da Comunicação, além de diversas lideranças políticas, o governador João Azevêdo destacou a importância de mais esta iniciativa como parte importante da história da Paraíba. “Uma das nossas propostas como Governo é justamente resgatar a história da Paraíba em diversas áreas. Diante de um acervo extraordinário, que conta a nossa própria história, através da comunicação, nós decidimos, em função de um levantamento feito pela Empresa Paraibana de Comunicação, que apontou a existência de um acervo gigantesco, criar um museu voltado para essa área. É uma alegria muito grande, pois aqui está a verdadeira história, oferecendo a oportunidade de nossos estudantes, nossos professores estarem de frente com o que de mais importante aconteceu na Paraíba nos últimos cem anos”, afirmou.

“O rádio tem uma relação com a população completamente diferente. O rádio é aquele meio de comunicação em que o cidadão liga, continua trabalhando, ouvindo o rádio, conversando com o rádio — diferentemente de outros veículos em que você tem de focar a sua atenção exclusivamente. Por isso que o rádio é tão importante e se mantém hoje tão vivo, tão forte”, prosseguiu João Azevêdo, ao lado da primeira-dama do Estado Ana Maria Lins.
Para a presidente da Empresa Paraibana de Comunicação (EPC), Naná Garcez, o museu reúne a história. “A Rádio Tabajara é a principal história radiofônica da Paraíba — depois dela vieram várias emissoras. A Rádio Tabajara é equivalente ao Jornal A União, a principal escola do jornalismo impresso; a Tabajara é a principal escola do jornalismo radiofônico”, comentou.
O museu é resultado de um projeto desenvolvido em parceria com o Grupo de Estudo e Pesquisa em Cultura, Informação, Memória e Patrimônio (Gecimp), da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), liderado pela professora Bernardina Freire de Oliveira. “Esse museu nasce da célula-mater, que é a Rádio Tabajara. Muitas vozes, muitos profissionais se fizeram e passaram por essa rádio”, comentou a docente, parabenizando o governador João Azevêdo pela iniciativa.

Para o jornalista e ex-direror da Rádio Tabajara na década de 80, Gilson Souto Maior, a chegada do Museu do Rádio Paraibano concretiza a história da radiodifusão no Estado. “Este museu entregue pelo governador João Azevêdo e pela presidente da EPC, Naná Garcez, não conta apenas os primeiros momentos da emissora, com primeiros transmissores, por exemplo, mas está aberto a novas colaborações para que no futuro tenhamos mais história ainda”, acrescentou, ressaltando um dos aspectos importantes do projeto — a formação de parcerias com outras emissoras.

A solenidade de inauguração do Museu do Rádio Paraibano foi prestigiada pelo vice-governador Lucas Ribeiro; pelo secretário da Comunicação Institucional, Nonato Bandeira, e pelo executivo da pasta, Fábio Barros; pelo vice-prefeito de João Pessoa, Léo Bezerra; pelo deputado estadual João Gonçalves; e por auxiliares da gestão estadual, a exemplos de Rosália Lucas (Turismo e Desenvolvimento Econômico); Ferdinando Lucena (PBTur); Frei Anastácio (Agricultura Familiar); Ronaldo Guerra (Chefia de Gabinete); e Roberto Paulino (secretário de Governo), entre outros.

O Museu – Localizado nas instalações da Rádio Tabajara, em João Pessoa, o Museu do Rádio Paraibano visa preservar a memória do rádio e de seus agentes, os profissionais que atuaram e atuam ao longo desses 86 anos da Rádio Tabajara no estado da Paraíba, mostrando os avanços, as vozes e papel social da emissora.
O espaço físico foi pensado para enfatizar o percurso e avanços tecnológicos da radiodifusão composto por itens históricos, dentre eles: discografias, transmissores antigos e aparelhos telefônicos, que serão dispostos de forma rotativa, oferecendo uma exposição dinâmica aos visitantes.
O equipamento mais antigo é o receptor de rádios e comunicações (pós-guerra) THE HALLICRAFTERS CO, de modelo: SX – 42 – E.U.A. do ano de 1946. O acervo também é composto pelo álbum/livro de discos de cera de concertos de ópera, que era utilizado durante as programações e exposições musicais. Este álbum foi produzido em 1903/1904, sendo também considerado um dos equipamentos sonoros mais antigos da rádio.
A evolução e mudanças na programação também ganham destaque, como as histórias contadas nos folhetins e o sucesso dos programas de auditório que deram palco a grandes nomes da música, como Jackson do Pandeiro, Luiz Gonzaga, Ângela Maria e Nelson Gonçalves.

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