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Cientista da UFPB participa da descoberta de três novas espécies de peixe

Cientista da UFPB participa da descoberta de três novas espécies de peixe

16/04/2022 08h54
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Por: Gilberto Martins Fonte: tvsabugi
Cientista da UFPB participa da descoberta de três novas espécies de peixe

O cientista e professor do Programa de Pós-graduação em Ciências Biológicas da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Telton Ramos, participou da descoberta de três novas espécies de peixe. Os achados ocorreram na bacia do  Rio Parnaíba, nos estados do Maranhão e Piauí.

Os peixes são do gênero Eigenmannia. Popularmente conhecidas como lampreia, sarapo, tuvira ou ituis, as espécies desse animal aquático integram o grupo dos peixes elétricos, a exemplo do poraquê amazônico. Com esses achados, agora, a ciência tem conhecimento de 30 espécies de peixe do gênero Eigenmannia.

Os nomes científicos de duas dessas novas espécies homenageiam a cultura nordestina. O epíteto da Eigenmannia cacuria remete à dança cacuriá, típica do Estado do Maranhão. O da Eigenmannia bumbai refere-se ao boi bumbá, famoso personagem do folclore do Norte e Nordeste do Brasil. E o da Eigenmannia robsoni condecora o professor aposentado da UFPB Robson Tamar da Costa Ramos, por suas contribuições aos estudos dos peixes do Nordeste.

Segundo Telton Ramos, o rio Parnaíba é o maior curso de água cuja bacia hidrográfica está inteiramente situada na região Nordeste brasileira. É, também, um dos poucos perenes e se encontra sob domínio predominante da Caatinga, com uma outra parte estendendo-se na região do Cerrado.

Ele explica que o rio tem a sua ictiofauna (conjunto das espécies de peixes que existem em uma determinada região biogeográfica) ainda pouco conhecida. Por esse motivo, resolveu estudar os peixes desta bacia e descobriu cerca de 25 novas espécies durante seu doutorado, defendido em 2012.

Eigenmannia Bumbai / Divulgação

“Descobri duas dessas novas espécies do gênero Eigenmannia. Guilherme Dutra, aluno de doutorado do Museu de Zoologia de São Paulo (MZUSP), encontrou uma terceira. As três vêm sendo descritas por nós, mais o Naércio Menezes, professor aposentado do MZUSP, desde 2010”, conta o cientista da UFPB.

As três novas espécies foram classificadas como Menos Preocupante (LC). Isso significa que, pelos dados da descrição dos pesquisadores, não se encontram ameaçadas de extinção. As avaliações são baseadas nos critérios da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN).

São considerados para esse tipo análise, por exemplo, dados de distribuição das espécies, se são amplamente distribuídas ou se têm distribuição restrita, número de indivíduos encontrados, ameaça como destruição dos seus habitats, sobrepesca etc.

Eigenmannia Robsoni / Divulgação

As categorias, de acordo com a IUCN, em ordem decrescente de risco de extinção, são Extinto (EX), Extinto na Natureza (EW), Regionalmente Extinto (RE), Criticamente em Perigo (CR), Em Perigo (EN), Vulnerável (VU), Quase Ameaçado (NT), Menos Preocupante (LC), Dados Insuficientes (DD), Não Aplicável (NA), Não Avaliado (NE).

Jornal da Paraíba