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CPI do Ministério da Educação e Cultura: veja como senadores da PB se posicionam sobre a criação da comissão

CPI do Ministério da Educação e Cultura: veja como senadores da PB se posicionam sobre a criação da comissão

12/04/2022 09h47 Atualizada há 4 anos
Por: Gilberto Martins Fonte: tvsabugi
CPI do Ministério da Educação e Cultura: veja como senadores da PB se posicionam sobre a criação da comissão

Após o escândalo no Ministério da Educação (MEC), em que o ex-ministro Milton Ribeiro disse que repassava verbas da pasta para municípios sob orientação de pastores a pedido do presidente Jair Bolsonaro, surgiu em parte do Senado a intenção de criar uma CPI para investigar as supostas irregularidades. Por isso, o Jornal da Paraíba reuniu (em ordem alfabética) os posicionamentos dos senadores paraibanos quanto ao assunto.

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A senadora Daniella Ribeiro não assinou o pedido, segundo informou a assessoria de comunicação dela, que preferiu não justificar o posicionamento.

Já o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) é um dos parlamentares que declarou apoio à criação da CPI. Com a retirada de algumas assinaturas do documento, ele diz que “jamais” voltaria atrás nessa decisão, em resposta a um seguidor em um perfil de rede social na internet.

Veneziano se posiciona a favor da CPI do MEC: Foto: Redes sociais.

 Como era de se esperar, o posicionamento da senadora Nilda Gondim (MDB) convergiu com o de Veneziano, que é favorável quanto ao processo de apuração dos fatos. “Caso encontradas, punidas com severidade as irregularidades do MEC”, declarou também em uma rede social.

Posicionamento de Nilda Gondim sobre CPI do MEC. Foto: Redes sociais.

CPI vai vingar?

De acordo com o regimento do Senado, o requerimento para criação da CPI necessita da quantidade mínima 27 assinaturas de senadores, que corresponde a um terço dos 81 parlamentares.

O pedido deve, ainda, apontar qual o fato precisa ser apurado, o número de integrantes, o prazo de duração das investigações e o limite de despesas para a realização das atividades.

Após ser protocolado, o pedido precisa ser lido pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), no plenário e depois publicado no Diário Oficial da Casa.

A questão é que até chegar a essa fase, os senadores que já assinaram o documento podem voltar atrás. E foi o que aconteceu neste último fim de semana, quando três senadores retiraram as assinaturas. Agora, o requerimento segue apenas com 24 apoiadores, número insuficiente para que a CPI emplaque.

Plano B

Caso a criação da CPI para investigação de supostos desvios no Ministério da Educação não vingue, os senadores favoráveis às investigações pretendem transferir essa apuração para a Comissão de Educação.

Os senadores que retiraram as assinaturas são Weverton Rocha (PDT), Oriovisto Guimarães (Podemos-PR) e Styvenson Valentim (Podemos-AC).

Dessa formam, a Comissão de Educação focaria nos depoimentos de supostos envolvidos nas denúncias.

Fonte: Jornal da Paraíba