O dia 15 de março é alusivo ao combate ao tabagismo na Paraíba. Para marcar esta data, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) alerta para os perigos do fumo, em especial os riscos do cigarro eletrônico, cada vez mais presente no cotidiano dos paraibanos.
Muito se discute sobre a nicotina e sobre os danos que o cigarro industrial pode causar na saúde das pessoas. O tabagismo é uma doença que tem relação com vários outros agravos como o câncer, doenças do aparelho respiratório e coronarianas, e é causa direta de morte por essas enfermidades. Em cada tragada, por exemplo, o fumante inala mais de 4.700 substâncias químicas.
De acordo com o pneumologista Sebastião Costa, embora o consumo do cigarro industrial esteja em queda no Brasil, há um crescimento significativo no consumo do cigarro eletrônico. O médico afirma que, diferente do que a publicidade anuncia, o dispositivo contém nicotina, além de outras substâncias tão nocivas quanto as encontradas nos cigarros tradicionais.

“Se na boca do fumante, que aderiu ao cigarro eletrônico, pode surgir cancro e gengivites, as alterações no sistema mucociliar vão favorecer a tosse e a secreção das bronquites. Monóxido de carbono, alcatrão são outras substâncias nocivas inseridas no vapor inalado pelos usuários”, explica.
O secretário de Saúde da Paraíba, Geraldo Medeiros, observa que o Brasil é uma referência mundial na campanha anti tabagismo e atrela isso às medidas que foram tomadas ao longo dos anos. Como exemplo, cita a proibição de publicidade do cigarro e o trabalho de conscientização realizado apresentando os malefícios do hábito de fumar. Ele reforça ainda que há referências científicas apontando que 90% de alguns tipos de câncer como o de pulmão, pâncreas, laringe, estômago e esôfago, têm uma ligação direta com o hábito de fumar.

Geraldo Medeiros pontua ainda que o hábito de fumar diminui em 20 anos a expectativa de vida dos fumantes. E alerta para o perigo do cigarro eletrônico, especialmente entre os jovens que estão cada vez mais aderindo. “Temos a obrigação de alertar a população a importância de não fumar. É preciso que as pessoas entendam que o cigarro eletrônico passar uma falsa sensação de segurança. Mas, na verdade, as pessoas que utilizam esse aparelho têm três vezes mais chance de se viciar no tabaco. Um dos maiores vícios são da nicotina e do alcatrão, substância encontrada nos dois tipos de cigarro. Por isso o alerta para não dar o primeiro trago”, completa.
Segundo dados da SES, a estimativa é que a Paraíba tenha 476.233 fumantes. Em 2021, 435 pessoas morreram em decorrência de agravos relacionados ao cigarro. No período entre janeiro e fevereiro de 2022, esse número vai para 48. No último quadrimestre 2021, o Programa de Controle do Tabagismo atendeu 1.482 fumantes, sendo 790 do sexo masculino (53 %) e 692 do sexo feminino (47 %). Do total de fumantes atendidos, 791 (53%) pararam de fumar entre setembro e dezembro de 2021.

O Programa de Controle do Tabagismo foi desenvolvido em 47 municípios paraibanos, distribuídos em 234 Unidades de Saúde. Destas, 213 estão na Atenção Básica, 13 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e 08 Atenção Especializada (Policlínicas e Hospitais).
Assessoria
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