O Senado aprovou projeto de resolução que denomina de "Redação Repórter Larissa Bortoni” a sala da redação da Rádio Senado. A homenagem à jornalista, que faleceu em 2019 e que por mais de 20 anos foi servidora do Senado, foi proposta pela senadora Simone Tebet (MDB-MS) no PRS 54/2020. O projeto vai a promulgação.

— Ao homenagear Larissa, cada servidor poderá se sentir também homenageado. Larissa, por todos os relatos que ouvi, soube representar cada um dos servidores e colaboradores do Senado Federal. Foi zelosa com o cargo público e teve o mesmo zelo e amor pelo jornalismo. E assim, Larissa serviu a todos nós ouvintes e leitores das emissoras da Casa. Seus textos, as reportagens, os pensamentos e atuações, sempre foram voltados para o bem comum. Parabéns aos colegas que a reconhecem e prestam a homenagem. Parabéns, Larissa, por tantos colegas. Gratidão pelas matérias que ficarão eternizadas no acervo do Senado Federal — disse Simone à Agência Senado.
O relator da matéria, senador Carlos Viana (MDB-MG), ressaltou que Larissa era uma repórter dedicada que dava voz a seguimentos excluídos.
— Repórter sempre dedicada e sensível, soube dar voz a muitos excluídos de nossa sociedade, por meio de suas reportagens produzidas para a Rádio Senado. Por seus trabalhos, recebeu diversas premiações e menções honrosas, como os Prêmios Imprensa Embratel, Roquette Pinto e Vladimir Herzog, dentre outros. Nas reportagens premiadas, estão presentes temas como a violência contra a mulher, a inclusão de pessoas com transtorno do espectro autista e a odiosa inversão dos papéis de criminoso e vítima nos crimes de estupro — afirmou o relator.
Formada em Comunicação Social pela Universidade de Brasília (UnB), Larissa Bortoni Dias passou pela redação de várias rádios de Brasília até ser empossada no Senado após aprovação em concurso público, em 1998. Trabalhou a maior parte do tempo como repórter da Rádio Senado, tendo atuado por um período na Agência Senado.

Além de traduzir com habilidade o teor das proposições legislativas e das decisões parlamentares, Larissa produzia inúmeras reportagens especiais, mostrando as mazelas sociais enfrentadas pelas minorias e os esquecidos no país e ensinando como poderiam lutar por seus direitos, de acordo com a lei.
Poucos dias após a morte de Larissa, seus colegas de redação decidiram homenagear a jornalista ao sugerir que o espaço tivesse seu nome. A iniciativa de Simone oficializa, institucionalmente, a ação.
“Com este projeto de resolução, o Senado Federal deverá reconhecer formalmente o sentimento espontâneo em relação a uma servidora da Casa que tão bem representou o espírito que deve nortear a comunicação pública e o serviço público”, justifica a senadora na proposta.
Outros espaços destinados aos jornalistas que fazem a cobertura diária dos fatos no Congresso Nacional celebram a memória de profissionais da imprensa nacional, como o ex-produtor da TV Globo, João Cláudio Estrella, no Senado, e o jornalista Jorge Bastos Moreno, ex-colunista do Jornal O Globo, na Câmara.
A senadora Rose de Freitas (MDB-ES) homenageou Larissa, destacando suas qualidades como jornalista que sempre ouvia as mulheres.
— Eu não poderia deixar de homenagear a Larissa, uma homenagem muito justa. Era uma profissional que dava voz a quem não tinha voz. Ela tinha o prazer de ouvir depoimentos e colocá-los publicamente para evidenciar abusos, desrespeitos, ouvindo também, no setor cultural, os artistas, ouvindo sempre as mulheres.
A Simone, ao tomar essa atitude em nome de todas nós, mulheres, também presta uma homenagem muito justa. E por isso é que eu fiz questão de me somar a esse projeto de resolução do Senado e dizer que a reportagem importante a ser publicada agora é que há uma sala na redação da Rádio Senado que se chamará Larissa Bortoni. Eu não tive a oportunidade de dar um abraço e dizer quão importante foi o trabalho que Larissa fez. Mas acho que a principal reportagem vai ficar aqui na cabeça de todos nós: foi excelente profissional, mulher maravilhosa e jornalista de destaque. É apenas uma sala para reportar a importância que ela teve aqui nesta Casa — declarou Rose.

Por sua vez, a senadora Zenaide Maia (Pros-RN) afirmou que Larissa tinha sensibilidade social e combatividade.
— Ela fez trabalhos belíssimos sobre os ciganos do Brasil, sobre a luta contra os manicômios, sobre a invisibilidade dos adultos autistas. O dia de hoje em que batizamos essa redação da Rádio Senado com o nome dessa grande jornalista mulher, eu também convido para ouvirmos novamente esses trabalhos, no site do Senado, todos os áudios estão lá, como legado de Larissa Bortoni. Era uma mulher bastante combativa e sensível — disse Zenaide.
Larissa morreu no dia 04 de março de 2019, aos 50 anos, em decorrência de uma embolia pulmonar. Deixou dois filhos, André e Lucas.

Confira aqui algumas das reportagens premiadas de Larissa Bortoni:
Adultos autistas: inde eles estão? – terceiro lugar no prêmio Rui Bianchi, do Memorial da Inclusão, em 2018
A Culpa é do estuprador – menção honrosa no Sexto Prêmio República de Valorização do Ministério Público Federal, em 2018
O povo cigano no Brasil – vencedor do prêmio Roquette Pinto de 2011 e menção honrosa no prêmio Vladimir Herzog de 2011
Tapa de amor dói – e muito – finalista do 9º Prêmio Imprensa Embratel em 2007
Hanseníase: os exilados da doença
O amor é a resposta - um alerta contra a transfobia
Fonte: Agência Senado
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