A proposta de revisão do Plano Diretor de Natal, enviado pela Prefeitura à Câmara dos Vereadores em setembro, tem apoio do setor imobiliário. Na avaliação do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio Grande do Norte (Sinduscon/RN) e do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio Grande do Norte (Crea/RN), a proposta não contempla todos os desejos do setor, mas se destaca por ser democrática.
Segundo o presidente da Sinduscon/RN, Silvio Bezerra, a construção coletiva da proposta é positiva e mostra a maturidade das discussões. “Está longe de ser o Plano que a Sinduscon queria, mas é o melhor porque é um plano democrático. Num democrático, as coisas precisam ser discutidas por todas as partes, e é isso que foi feito”, disse o empresário.
O empresário destacou os quatro anos de elaboração da revisão, iniciada em 2017 e prevista para ser concluída até o dia 23 de dezembro com a votação na Câmara Municipal. Durante esse período, a proposta foi discutida com diversos segmentos sociais em oficinas e audiências públicas.
Para Sílvio, o período de revisão dá mostras da construção coletiva do projeto entregue ao parlamento. “Baseado nisso, o Sinduscon aprova o que foi enviado. Apesar de ser longe do ideal que queríamos, é a mais justa”, afirmou.
A presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio Grande do Norte, Ana Adalgisa Dias, concorda. “É uma proposta oriunda da participação da sociedade, que participou de todo processo”, afirmou.
Ambos acreditam que a revisão vai aumentar investimentos em toda Natal, principalmente com o aumento de gabarito nos corredores de infraestrutura de diversos bairros. Na zona Norte de Natal, por exemplo, a perspectiva é dobrar o coeficiente construtivo e, consequentemente, permitir empreendimentos maiores. A zona é uma das que mais atraem interesse do setor imobiliário.
Como avanço da revisão para investimentos, o presidente da Sinduscon destaca o aumento do potencial construtivo e a implementação do conceito de cidade com áreas de uso misto. “O que vemos hoje em Natal é um movimento pendular, com pessoas saindo e indo para a cidade diariamente para trabalhar. Na nova revisão, o conceito de zonas adensáveis para atrair as pessoas para o centro está implementado”, disse Silvio Bezerra.
Já a engenheira Ana Adalgisa, do Crea, destaca a criação das operações urbanas consorciadas, que permite à prefeitura realizar parcerias com a esfera privada para os empreendimentos urbanos. “É uma grande oportunidade para desenvolver determinadas regiões da cidade com crescimento econômico e social”, declarou. “Dessa forma, acredito que possamos revitalizar bairros e regiões que hoje estão abandonadas.”
Adalgisa cita, por exemplo, a perspectiva de revitalização do bairro da Ribeira, na zona leste, a partir dessas operações. “Com isso, traremos mais qualidade de vida para a cidade, do ponto de vista dos natalenses e do ponto de vista turístico”, acrescentou.
A votação do Plano Diretor pode modificar o projeto enviado pela Prefeitura à Câmara, mas a expectativa é que a essência do projeto seja mantida. Para o setor imobiliário, o importante é que haja uma modernização para a cidade, já que uma das principais críticas da legislação atual é o fato do plano em vigor ter sido elaborado em 2007.
“A legislação atual trouxe prejuízos como a saída das pessoas de Natal para a Grande Natal, gerando um movimento pendular que piorou a cidade. Natal precisa aderir ao novo urbanismo, e a proposta atual segue esse acordo”, finalizou Silvio Bezerra. A expectativa é que os vereadores votem a proposta, em plenário, no próximo dia 23 de dezembro.
Nomes do seminário ‘Novo Plano Diretor - Como Natal Pensa’
Conheça os participantes do seminário, que ocorre nesta segunda-feira e debaterá as mudanças previstas pela revisão do PDN.
Apresentação da pesquisa
Fonte: Tribuna do Norte
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