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Brasil Irritação

Bolsonaro se irrita com repórter ao ser questionado sobre compra de vacinas

Bolsonaro se irrita com repórter ao ser questionado sobre compra de vacinas; veja vídeo

25/06/2021 16h44
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Por: Gilberto Martins Fonte: tvsabugi
Bolsonaro se irrita com repórter ao ser questionado sobre compra de vacinas

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a fazer insultos à imprensa nesta sexta-feira (25) em uma visita a Sorocaba. No período da manhã, Bolsonaro disse para a jornalista Victória Abel, da Rádio CBN, voltar para a faculdade, depois para o ensino médio, em seguida, para o jardim de infância e aí “nascer de novo”.

O presidente também falou para os repórteres pararem de fazer “pergunta idiota” e rebateu as acusações sobre corrupção durante negociação de compra da Covaxin, afirmando que o imunizante não foi comprado e que havia somente um erro no documento apresentado pelo servidor do Ministério da Saúde.

Através de nota, a CBN declarou que “repudia o tratamento agressivo e insultuoso de Jair Bolsonaro à repórter Victória Abel. Não foi à repórter que faltou educação nesse episódio. A CBN se solidariza com Victória Abel, que, assim como todos os nossos jornalistas, continuará a fazer seu trabalho para informar os brasileiros”.

As falas de Bolsonaro foram feitas após jornalistas questionarem o governante sobre a análise de especialistas de que o Brasil poderia ter evitado mortes em decorrência do coronavírus se tivesse adquirido vacinas antes.

“Olha só: no dia seguinte, pelo que fiquei sabendo, era um documento que estava feito de forma equivocada. Faltava um 0 lá. Em vez de 200 mil doses eram 3 milhões. E foi corrigido no dia seguinte. Outra, tem algum recibo meu pra ele? Foi consumado o ato? Há dias seguidos aquilo foi retificado”, afirmou Bolsonaro.

Protestos

A visita do presidente a Sorocaba provocou algumas manifestações contrárias ao governo. Um grupo colocou cruzes pretas no parque em frente à sede da prefeitura municipal. O ato foi organizado pelo Coletivo Anticapitalista.

Em outros espaços da cidade, faixas e cartazes também foram deixados com críticas ao governo Jair Bolsonaro.

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