O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendendo a um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) e suspendeu, nesta quinta-feira (25), trechos da lei de desoneração da folha de pagamento para 17 setores da economia, além da alíquota previdenciária das prefeituras até 2027.
O entendimento de Zanin é que o Congresso Nacional prorrogou a desoneração sem estudar devidamente seu impacto financeiro.

A liminar foi concedida na ação direta de inconstitucionalidade em que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), questiona a validade de dispositivos da Lei 14.784/2023. A decisão será submetida a referendo no Plenário Virtual do Supremo a partir desta sexta-feira (26).
O senador Efraim Filho (União Brasil), autor da proposta, criticou a decisão. Em entrevista à CBN, ele afirmou que não faltaram gestos do congressistas para atender a agenda de arrecadação do governo.

Aprovamos CAF, apostas online, fundos exclusivos, offshores, novos CMS, acabou o reforma, etc. Portanto, não faltaram compensações. Colocar o câmbio, dólares, equilíbrio fiscal na conta da desoneração é injusto e equivocado”, avaliou Efraim.
Ainda segundo o paraibano, o próprio governo fez o pedido de PEC da transição com R$180 bilhões extras de orçamento e poderia qualificar melhor o gasto público.

Ao blog de Camila Bonfim, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, disse que o Senado prepara umareação à decisão. Em nota, divulgada à imprensa, Pacheco escreveu que o governo federal “erra ao judicializar a política e impor suas próprias razões”.

A lei da desoneração foi promulgada pelo Congresso no ano passado e permite que 17 setores intensivos em mão de obra substituam a alíquota previdenciária de 20% sobre os salários por uma alíquota de 1% a 4,5% por cento sobre a receita bruta.

Entre os setores beneficiados pela mudança estão:

A desoneração também vale para municípios com até 156 mil habitantes. A lei chegou a ser vetada pelo presidente Lula no fim de 2023, mas os parlamentares derrubaram o veto e ela estava em vigor até a decisão de Zanin.
Fonte: Jornal da Paraíba
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