O caso da mãe que esfaqueou a filha, uma bebê de apenas 1 ano e 5 meses, chocou a sociedade pessoense esta semana. Em posse de uma faca, Eliane Nunes, de 27 anos, tirou a vida da pequena e indefesa Júlia. Muitos questionamentos foram realizados após o crime. A maioria deles tenta entender a motivação para tamanha tragédia. Depois de cometer o assassinato, ela se apresentou à polícia e relatou o ocorrido.
Em amplo debate, questões relacionadas à saúde mental surgem como mecanismo de compreensão do comportamento humano em casos de violência extrema. O psiquiatra João Luiz Gadelha explica que alguns fatores e emoções podem culminar em um surto psicótico.

O profissional descreve que o trabalho para identificar uma situação dessas vai desde a avaliação individual somada a conversas com parentes e familiares. A ciência reúne pontos no intuito de prover o mecanismo de resolução e tratamento das respectivas patologias.
“Alguns transtornos podem fazer com que a pessoa atue por impulso e venha a se arrepender”, disse. Conforme Luiz, nos casos em que a pessoa lembra o que provocou, o que fez, remete a questões de patologias não graves. No entanto, ele alerta que qualquer pessoa pode ter um surto que pode estar associado a um elevado fluxo de estresse.

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