Em seu primeiro discurso no G20, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reforçou o empenho em fortalecer o multilateralismo. O encontro, realizado em Bangalore, na Índia, reúne os ministros de Finanças e presidentes de Bancos Centrais das principais economias do mundo e prepara o terreno para a reunião do próximo ano quando o Brasil assumirá a presidência rotativa do grupo.
"Herdamos um cenário diplomático problemático. O Brasil estava isolado, ausente e em desacordo com seus valores e tradições. Olhando para o futuro, vamos reconstruir nossa presença internacional. Os assuntos econômicos e financeiros são uma parte crucial desse esforço", disse Haddad.

No pronunciamento, o ministro citou desafios globais como as consequências da pandemia, guerras, conflitos, aumento da pobreza, desigualdades e energia limpa a preços acessíveis e defendeu a reforma de organismos multilaterais de crédito com intuito de canalizar recursos, em especial aos países em desenvolvimento, para o combate à pobreza, à fome e às mudanças climáticas.
"O financiamento climático é mais caro e apresenta taxas de risco mais altas para esses países, o que dificulta o alcance das metas de redução de emissões de carbono", enfatizou.

Haddad manifestou, ainda, preocupação do governo brasileiro com o endividamento dos países pobres e com as elevadas taxas de juros praticadas em nível global. "Estamos preocupados com os níveis da dívida, notadamente entre os países mais pobres. A elevação das taxas de juros em meio à fragilidade da economia global agrava este cenário", declarou.

Após o tensionamento das relações entre o governo e o Banco Central (BC), com críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aos juros altos e às metas de inflação, o ministro e o presidente do BC, Roberto Campos Neto, que também está no evento, seguem dando manifestações públicas de proximidade. Conversas amigáveis nos corredores e até um almoço a dois marcaram a viagem.
Este foi o segundo almoço entre Haddad e Campos Neto em uma semana. No dia 16, ambos almoçaram por cerca de duas horas antes da reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), em Brasília.
Ascom/tvsabugi
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